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Saúde

HIV e AIDS exigem informação como principal aliada na prevenção

Apesar dos avanços no tratamento e na prevenção, o vírus pode ser transmitido, por isso a necessidade dos cuidados durante as festas de carnaval

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Informação confiável é, e sempre será, uma das ferramentas mais poderosas para prevenir e combater
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

A AIDS tem cura? O uso do preservativo é a única forma de prevenir a infecção? Pessoas vivendo com HIV podem ter relações sexuais de forma segura? O que significam as siglas PrEP e PEP? Apesar de ser um tema amplamente discutido, ainda existem muitas dúvidas em torno do HIV e da AIDS. Buscar informação confiável é essencial não apenas para a prevenção, mas também para combater o estigma que ainda envolve o vírus.

Diferença entre HIV e AIDS

HIV é a sigla para vírus da imunodeficiência humana. Ao entrar no organismo, ele ataca as células do sistema imunológico e, sem tratamento, pode evoluir para a AIDS, que é a síndrome da imunodeficiência adquirida. A AIDS representa o estágio mais avançado da infecção pelo HIV e é caracterizada por um conjunto de sintomas e riscos decorrentes do enfraquecimento importante das defesas do corpo, o que facilita o desenvolvimento de doenças oportunistas.

É importante destacar que uma pessoa pode viver com HIV e, com o tratamento adequado, nunca desenvolver a AIDS. O acompanhamento médico e o uso correto da terapia antirretroviral são determinantes para impedir a progressão da doença.

Como ocorre a transmissão do HIV

O HIV é transmitido por meio do contato com fluidos corporais infectados, como sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno. O sexo desprotegido é uma das principais formas de transmissão, mas não a única. O compartilhamento de seringas ou outros instrumentos perfurocortantes não esterilizados, além de acidentes com agulhas, também representam risco. A transmissão por transfusão de sangue, embora possível no passado, é hoje extremamente rara devido aos testes rigorosos realizados nas doações.

A chamada transmissão horizontal pode ocorrer em relações vaginais, anais ou orais sem o uso de preservativo. No entanto, pessoas vivendo com HIV podem ter relações sexuais de forma segura quando estão em tratamento e com carga viral indetectável, especialmente quando aliada ao uso correto da camisinha.

Já a transmissão vertical acontece da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação, principalmente quando não há acompanhamento médico adequado. O Brasil apresentou avanços significativos nesse cenário e, em 2025, submeteu um relatório para certificação internacional pelo fim da transmissão vertical do HIV, com índices abaixo de 2% e 0,5 caso por mil nascidos vivos.

PrEP e PEP: prevenção além da camisinha

O uso do preservativo em todas as relações sexuais continua sendo indispensável para prevenir o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. No entanto, não é o único recurso disponível.

A PrEP, ou Profilaxia Pré-Exposição, é um método preventivo indicado para pessoas com maior chance de exposição ao vírus. Consiste no uso regular de medicamentos, aliado a acompanhamento periódico de saúde. É especialmente recomendada para quem não usa preservativo com frequência, tem múltiplos parceiros, já precisou utilizar a PEP repetidas vezes, possui histórico de infecções sexualmente transmissíveis, realiza práticas sexuais em troca de dinheiro, objetos ou moradia, ou pratica chemsex, que é o uso de drogas psicoativas durante relações sexuais.

A PEP, ou Profilaxia Pós-Exposição, é indicada em situações de emergência, quando já houve possível contato com o vírus, como em relações sexuais desprotegidas ou acidentes com material perfurocortante. O tratamento deve ser iniciado em até 72 horas após a exposição, sendo que quanto antes começar, maiores são as chances de eficácia. A medicação é utilizada por 28 dias e exige acompanhamento da equipe de saúde, inclusive com a realização de exames após o término do tratamento.

Tanto a PrEP quanto a PEP, assim como a camisinha, estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Sintomas e importância do diagnóstico precoce

Uma das maiores dificuldades no diagnóstico do HIV é que os sintomas podem ser inespecíficos ou até mesmo inexistentes por longos períodos. A infecção costuma evoluir em quatro fases. Na fase aguda, que ocorre entre três e seis semanas após a exposição, podem surgir sintomas semelhantes aos de uma gripe, como febre, cansaço e mal-estar. Em seguida, há a fase assintomática, em que o vírus permanece ativo no organismo sem provocar sinais aparentes, podendo durar anos.

Na fase sintomática, podem reaparecer manifestações como suor noturno, febre persistente, diarreia prolongada e perda de peso inexplicada. Já a AIDS corresponde ao estágio mais avançado, com forte comprometimento do sistema imunológico e maior risco de doenças oportunistas, como tuberculose, pneumonia e alguns tipos de câncer.

Realizar o teste regularmente é fundamental, já que o HIV pode permanecer silencioso por muito tempo. Os exames são oferecidos gratuitamente pelo SUS e permitem o diagnóstico precoce, essencial para iniciar o tratamento e impedir a evolução para a AIDS.

Existe cura para a AIDS?

Ainda não existe cura definitiva para a AIDS. No entanto, o tratamento atual é altamente eficaz no controle do vírus, possibilitando uma vida longa, ativa e com qualidade. Quando seguido corretamente, reduz a carga viral a níveis indetectáveis, o que impede a transmissão, inclusive em relações sexuais, e preserva o sistema imunológico.

Em caso de dúvidas, a orientação é procurar um profissional de saúde. Informação confiável continua sendo uma das ferramentas mais poderosas tanto para a prevenção quanto para o enfrentamento do preconceito.

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