Neste domingo, 16 de agosto, começa oficialmente a campanha eleitoral de 2026. É o início de um período marcado por debates, propostas, encontros e disputas políticas. A data representa a abertura de um dos momentos mais importantes da vida democrática brasileira. O período em que a sociedade é chamada a refletir, comparar ideias e escolher, pelo voto, aqueles que estarão à frente das principais decisões do país.
Nas urnas, os brasileiros escolherão o presidente da República, os governadores dos Estados, os senadores e os deputados federais e estaduais. Cada voto representa uma manifestação de cidadania e uma parcela da responsabilidade coletiva sobre os rumos do Brasil.
Uma eleição não deve ser vista como uma disputa entre candidatos. Ela é, antes de tudo, uma oportunidade para que a sociedade discuta o país que deseja construir. É o momento de avaliar propostas, conhecer trajetórias, questionar prioridades e cobrar compromissos. É também a oportunidade de o eleitor deixar de ser espectador e assumir o papel de protagonista da democracia.
Em uma sociedade plural, é natural que existam diferentes opiniões, convicções e visões de mundo. A democracia não exige que todos pensem da mesma maneira. Ao contrário. Ela amadurece justamente quando diferentes ideias podem conviver, ser apresentadas, debatidas e submetidas à decisão soberana do eleitor.
Uma campanha eleitoral saudável precisa ser espaço para o confronto de ideias, e não para a destruição de reputações. O debate político pode ser firme, intenso e até apaixonado, mas não precisa abandonar o respeito. Divergir faz parte da democracia. Desqualificar o adversário, espalhar desinformação ou transformar o processo eleitoral em um ambiente de intolerância enfraquece aquilo que todos deveriam defender, que é a democracia.
O eleitor possui uma responsabilidade fundamental. Informação, consciência e responsabilidade são indispensáveis. É preciso conhecer os candidatos, observar suas histórias, acompanhar suas propostas e compreender que nenhum voto é insignificante. Cada eleitor tem a mesma oportunidade diante da urna. Independentemente de sua condição econômica, profissão, idade ou posição social, naquele momento sua decisão possui o mesmo peso.
O Brasil já atravessou períodos em que o direito de escolher seus representantes não estava assegurado da forma como conhecemos hoje. Participar de uma eleição é valorizar uma conquista histórica. A democracia pode ter defeitos, pode ser imperfeita e pode exigir aperfeiçoamentos permanentes, mas continua sendo o caminho para que as diferenças sejam resolvidas pela palavra, pelo debate e pelo voto, e não pela força.
Que a campanha eleitoral de 2026 seja uma oportunidade para o Brasil discutir o seu futuro. Que os candidatos apresentem ideias, que os eleitores façam perguntas, que o jornalismo cumpra seu papel de informar e que o debate público seja pautado pela responsabilidade.
A democracia só permanece viva quando seus cidadãos compreendem o valor de participar dela.