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Saúde

Ferritina regula uso do ferro no corpo e revela sinais de algumas doenças

Proteína ligada ao armazenamento do mineral indica desde anemia por deficiência até inflamações e distúrbios genéticos

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O acompanhamento médico e de exames regulares é de extrema importância para um diagnóstico preciso e
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

A ferritina é uma proteína fundamental para o organismo humano, responsável por armazenar e regular o ferro no corpo. Identificada na década de 1930 pelo cientista tcheco Vilém Laufberger, ela atua como uma espécie de “reserva segura” do mineral, liberando-o conforme a necessidade do organismo. Produzida principalmente no fígado, a ferritina é essencial para o equilíbrio de diversas funções fisiológicas.

A importância do ferro para o organismo

O ferro é indispensável à vida. Ele participa da formação da hemoglobina e da mioglobina, proteínas responsáveis pelo transporte e armazenamento de oxigênio no sangue e nos músculos. Sem níveis adequados do mineral, o organismo perde eficiência na oxigenação dos tecidos.

Além disso, o ferro está envolvido em processos vitais como a produção de energia celular e a síntese do DNA. Sua deficiência compromete o funcionamento global do corpo, afetando desde o metabolismo até a imunidade.

Ferritina baixa

A redução dos níveis de ferritina geralmente indica baixa reserva de ferro no organismo. Entre as causas mais comuns está a alimentação inadequada, com ingestão insuficiente de alimentos ricos no mineral.

Doenças que afetam a absorção intestinal, como a doença celíaca, também podem levar à deficiência. Outro fator relevante é a perda crônica de sangue. Em mulheres, isso pode ocorrer devido a menstruações intensas. Já em idosos, sangramentos gastrointestinais muitas vezes passam despercebidos.

Quando prolongada, a deficiência de ferro pode evoluir para anemia, caracterizada pela redução da hemoglobina e da capacidade do sangue de transportar oxigênio.

Ferritina alta

Ao contrário do que se imagina, níveis elevados de ferritina nem sempre significam sobrecarga de ferro. Em muitos casos, a elevação está associada a processos inflamatórios ou infecciosos, como ocorre em quadros de covid-19, síndrome metabólica e doenças autoimunes, como o Lúpus.

Há também causas genéticas, como a hemocromatose hereditária, que provoca acúmulo excessivo de ferro no organismo. Nesse caso, o excesso do mineral pode se depositar em órgãos como fígado e coração, levando a complicações graves, como cirrose, problemas cardíacos, dores articulares e alterações na pele.

Diagnóstico

Os valores de referência variam entre os sexos. Em mulheres, costumam ficar entre 30 ng/mL e 300 ng/mL, enquanto em homens podem chegar a cerca de 350 ng/mL. No entanto, especialistas reforçam que a ferritina isolada não é suficiente para diagnóstico.

A investigação clínica deve incluir outros exames, como ferro sérico, capacidade total de ligação do ferro (TIBC) e índice de saturação da transferrina (IST). A análise conjunta desses parâmetros permite uma avaliação mais precisa do metabolismo do ferro.

Tratamento depende da causa

O tratamento varia conforme a origem do desequilíbrio. Na deficiência, a reposição de ferro pode ser feita por via oral ou intravenosa, além da correção da causa primária, como sangramentos ou má absorção intestinal. Em casos de doença celíaca, por exemplo, a dieta sem glúten é parte fundamental do cuidado.

Quando há excesso de ferro, uma das abordagens é a sangria terapêutica, procedimento que reduz gradualmente os níveis do mineral no organismo. Em situações específicas, podem ser utilizados quelantes de ferro, substâncias que auxiliam na eliminação do excesso.

Equilíbrio é fundamental

Manter níveis adequados de ferritina e ferro é essencial para o bom funcionamento do organismo. Tanto a deficiência quanto o excesso podem trazer consequências importantes, reforçando a necessidade de diagnóstico correto e acompanhamento médico contínuo.

 

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