O Lúpus Eritematoso é uma doença autoimune que pode se manifestar apenas na pele ou atingir órgãos internos, como rins, pulmões e coração, tornando o acompanhamento multidisciplinar essencial. A forma cutânea apresenta lesões características, geralmente em áreas expostas como face, colo e braços, mas a presença desses sinais acende o alerta que é preciso investigar se há envolvimento sistêmico, pois o tratamento muda de acordo com a gravidade. Embora seja mais comum em mulheres entre 20 e 40 anos, o lúpus também pode ocorrer em homens, crianças e idosos. “Essas doenças autoimunes são como um quebra-cabeças, onde vamos juntando as pecinhas”, explica a dermatologista Elisiane Magnabosco.
Sintomas, impactos e fatores de risco
As manifestações cutâneas variam de manchas vermelhas, vermelhidão persistente, crostas e lesões que podem doer ou queimar. No couro cabeludo e na barba, a inflamação profunda pode causar queda permanente dos pelos, impactando a autoestima. Fatores como radiação ultravioleta, tabagismo, estresse e algumas drogas podem agravar a doença, enquanto a predisposição genética aumenta a probabilidade de desenvolvimento. A fotossensibilidade é outro alerta, peles claras podem reagir rapidamente ao sol, causando vermelhidão e desconforto. Lesões na mucosa bucal, embora menos comuns, também exigem atenção, podendo indicar formas mais graves do lúpus.
Diagnóstico, tratamento e prevenção
O diagnóstico precoce e o acompanhamento regular são fundamentais para reduzir complicações e preservar a qualidade de vida. Lesões pequenas podem ser tratadas com corticosteroides tópicos, enquanto formas mais extensas podem requerer imunossupressores orais ou hidroxicloroquina. A proteção solar é indispensável, assim como hábitos saudáveis que evitem disparar a doença. “Então, o paciente entender que é um conjunto, quer dizer, a pele está doente, mas as minhas atitudes lá por dentro também vão fazer diferença”, reforça Elisiane. O tratamento individualizado, aliado à avaliação dermatológica e, quando necessário, reumatológica, permite que muitos pacientes vivam com a pele relativamente normal e reduzam os danos permanentes.