21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Geral

Devoção a Santa Cruz leva milhares a santuário em Erechim

Há 29 anos o santuário localizado às margens da ERS 420 recebe fieis de todos os cantos do país

teste
Foto Leandro Zanotto
IMG_2378.JPG
IMG_2409.JPG
IMG_2411.JPG
IMG_2439.JPG
IMG_2356.JPG
Por Leandro Zanotto leandroz@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

Seja para agradecer ou fazer pedidos, milhares de pessoas passaram nesta quarta-feira (14), pelo Santuário de Nossa Senhora da Santa Cruz, às margens da ERS-420, que liga Erechim a Aratiba para a já tradicional Romaria em honra a Nossa Senhora da Santa Cruz. O espaço, que fica a pouco mais de 20 quilômetros da cidade, se tornou um centro religioso, há 29 anos, quando os primeiros fiéis começaram a se reunir em devoção à santa e a Dorotéia Menegon Farina, vidente que recebia mensagens da mãe de Jesus no local.

O Bom Dia foi até o local para acompanhar a romaria e, logo no início da visita, quem recebeu a reportagem foi o afiliado de Dorotéia, Luiz Bertochi, um dos responsáveis por manter o santuário. Durante um passeio em meio à multidão, ele foi contando a história que fez do espaço um local sagrado.

Bertochi relata que sua madrinha- Dorotéia Menegon Farina- em 1944, aos 33 anos, foi diagnosticada por três médicos com câncer. Pouco tempo depois ela veio a falecer e chegou a ser velada, porém, 24 horas após voltou à vida. "A família não comenta, mas fatos como este sempre se repetiam no período de início da quaresma. Ela ia se deitar e praticamente morria mas, no domingo ela voltava à vida", relata o homem que diz ter presenciado o fato por diversas vezes.

Bertochi lembra que dias após o fato de morte pela primeira vez, Dorotéia voltou a ter uma vida normal. Até que um dia quando estava sobre um tanque d'água, próximo a sua residência, ouviu uma voz. "Este foi o primeiro contato da santa com ela, que se identificou como Nossa Senhora da Santa Cruz, e que ao longo da vida, fez várias aparições", destaca.

O responsável por manter escritos os relatos de Nossa Senhora para a vidente, Jandir Picoli, comenta que um ano antes de morrer, agricultora o chamou e disse que antes de sua morte, queria registrar tudo que a santa havia lhe passado. "Ela me chamou e começou a me falar e pediu para que eu escrevesse, então comecei a fazer o registro. Impressionante que nele além de pedir para as pessoas rezarem mais, ela já descrevia o perigo das drogas e da televisão", explica.

Doroteia morreu em 1988, aos 76 anos, e antes de morrer fez um pedido a familiares: a construção de um santuário no local das aparições, que atualmente reúne milhares de pessoas todos os finais de semana, número que fica 10 vezes maior, no dia 14 de setembro. Conforme Picoli, a data foi escolhida pela vidente que recebia as mensagens apenas cinco vezes ao ano. "Nos dias 6 de janeiro, 11 de fevereiro e no primeiro dia das quaresmas", destaca.

Questionado sobre por que Santa Cruz, e não outra santa, Picoli conta que a santa possivelmente escolheu se apresentar como mãe do primeiro nome do Brasil. "Sabemos que existiu aparições em todo o mundo e que elas se apresentam por o nome daquele lugar na maioria das vezes, acreditamos que seja pelo primeiro nome do lugar, Terra de Santa Cruz", finaliza.

Sinais

Na sequência do passeio, Luiz acompanhou a reportagem até a residência em que Dorotéia morava com o marido, um local cheio de sinais das aparições e histórias, que atualmente são guardadas por voluntários que se revezam diariamente para atender o público de forma gratuita. 

Um destes sinais e, talvez o que mais chama atenção, é a imagem de uma cruz desenhada ao chão e que teria surgido no meio da grama, após uma das aparições e que permanece até hoje visível.  

Hoje a cruz está cercada e parece escavada, isso porque muitos fiéis levam para casa um pouco de terra.  Mas na época o episódio chegou a causar um clima de tensão com religiosos da região que não acreditavam no fato. "Este lugar chegou a ser destruído cinco vezes, quatro a pedido da igreja e a última não sabemos o motivo, mas todas as vezes ele voltou à imagem original", destaca Bertochi

Na quarta tentativa de acabar com a cruz, um novo sinal teria surgido, uma fonte de água. "A vidente então falou para o padre que tudo aquilo não adiantaria, pois era um sinal de Deus. Então o padre afirmou que se aquilo fosse real, nasceria uma fonte naquele lugar", destaca. 

Mistério

Outro mistério que rodeia o local envolvia a própria vidente, que no início da quaresma, apresentava sinais de sangramento nas mãos e nós pés, como os de Jesus Cristo. Na época jornais chegaram a noticiar o fato que chegou a ser investigado, mas encerrou sem resposta.  Assim como uma medalha que Nossa Senhora teria entregado para Dorotéia e que ninguém teria encontrado. "Ela nos disse que no momento certo ela vai aparecer", finaliza Bertochi. 

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas

;