Neste próximo (2), comemora-se o Dia Nacional do Hospital. A data foi criada para homenagear os profissionais que trabalham na área da saúde, dentro dos hospitais, como médicos, enfermeiros, radiologistas, terapeutas, psicólogos, secretárias, higienizadoras, cozinheiras, dentre outros, e foi escolhida por ser o dia de inauguração da Santa Casa de Misericórdia de Santos, em São Paulo, no ano de 1945, pelo presidente Getúlio Vargas. Na ocasião, o prédio destacava-se pela sua estrutura e por ser um dos maiores do país. Essa data é importante para a conscientização sobre a importância dessas estruturas para toda a sociedade. Na data, também são enfatizadas as maneiras de melhorar o atendimento prestado, a fim de que essas instituições consigam atender as necessidades da população.
Segundo o Ministério da Saúde, o hospital pode ser definido como “a parte integrante de uma organização médica e social, cuja função básica consiste em proporcionar à população assistência médica integral, curativa e preventiva, sob quaisquer regimes de atendimento, inclusive o domiciliar, constituindo-se também em centro de educação, capacitação de recursos humanos e de pesquisas em saúde, bem como de encaminhamento de pacientes, cabendo-lhe supervisionar e orientar os estabelecimentos de saúde a ele vinculados tecnicamente”.
HISTÓRIA DOS HOSPITAIS
Não se sabe com exatidão desde quando as pessoas recebem tratamento em hospitais, mas é consenso entre os historiadores de que eles estão presentes na vida da humanidade há muitos anos. Traços do que poderiam ser considerados como os primeiros hospitais da humanidade datam do período da antiguidade.
O objetivo dos primeiros centros de atendimento aos pacientes era o tratamento dos feridos de combates e guerras, que aconteciam com grande frequência nos séculos passados. Alguns registros históricos do funcionamento deste tipo de local foram encontrados nas regiões da Galileia e da Judeia, datando de 2920 a.C., quando algumas pinturas já retratavam locais onde os guerreiros feridos eram tratados. Na Grécia antiga, entre 1200 e 400 a.C., havia os templos ou clínicas de Asclépio, locais em que os cidadãos gregos eram atendidos com ervas, repouso, purgantes, banhos térmicos, rituais religiosos e indução de sonhos.
Pesquisadores afirmam que os primeiros hospitais surgiram no Ceilão em 431 a.C., onde localiza-se hoje o Sri Lanka. Dois séculos mais tarde, foram construídos, na Índia, locais para recuperação dos enfermos. Por volta de 100 a.C., os romanos introduziram, na Europa, instituições mais semelhantes aos hospitais atuais, os chamados “valetudinarium”, destinados também à assistência aos feridos em guerra.
A partir do século IV, surge aquele que seria o principal modelo para os hospitais modernos, as instituições comandadas pelos sacerdotes e religiosos da época, aproveitando o momento de crescimento do cristianismo. Eram mosteiros que serviam de abrigo para viajantes e pessoas pobres e doentes. Percebe-se aí o surgimento de uma visão humanística que mudou a organização social. Abrigando-se nesses locais, doentes, pobres e peregrinos recebiam cuidados e eram tratados pelos religiosos. Essas instituições serviram como molde para a criação dos hospitais como conhecemos atualmente.
Os hospitais também tinham a função, até o século 18, de tirar os enfermos do convívio social, já que não se tinha amplo conhecimento da postura a ser adotada diante de determinadas doenças. Apenas a partir de então os centros de atendimento passaram a ser vistos com o um local de reabilitação e reintegração dos pacientes na vida social.
Hoje em dia, é impossível imaginar uma sociedade sem hospitais. E, por isso, neste dia tão importante, o Hospital de Caridade de Erechim parabeniza a todos os profissionais da saúde que atuam nos hospitais, prestando ajuda humanizada aos enfermos e salvando