Nesta semana, durante obras de revitalização do espaço que abrange o Seminário de Fátima, profissionais que estão trabalhando no projeto, encontraram documentos históricos, em uma espécie de cápsula do tempo.
Os materiais, todos do ano de 1957, estavam em um plástico, na parte interna das obras que foram escavadas. A significação é ainda mais especial, pois retratam a data em que foi dada a bênção da pedra fundamental do Santuário Nossa Senhora de Fátima, por ocasião da 6ª Romaria: 13 de outubro de 1957. As obras do Santuário teriam sido concluídas em 1960 e a inauguração ocorreu na 9ª Romaria, realizada no dia 16 de outubro.
Entre os papéis, uma carta enviada pelo presidente da república na época, Juscelino Kubitschek, registrando mais uma vez a importância da instituição religiosa, além de um exemplar do Jornal do Dia e outro do Jornal A Voz da Serra. Junto ao plástico havia também uma lista com o nome dos seminaristas que estavam no momento da bênção e os respectivos professores, e ainda um folder de divulgação da romaria naquele ano.
O reitor do Seminário, padre Valter Girelli, destaca que a importância da vida é feita pela história. "Como temos memória curta, é importante registrar em papéis, jornais. Na história, somos resultado de um passado, vivemos um presente em vista de um futuro. Por isso é essencial resgatar e no seminário temos uma história preciosa, bonita, que inclusive estamos pensando em futuramente publicar em livros", revelou.
O pároco salienta ainda, que a instituição exerceu um papel social de destaque, sendo que as pessoas de menor poder aquisitivo estudavam no Seminário. "Historicamente exerceu um papel muito importante e as pessoas que passaram por aqui, exerceram cargos renomados, tais como educadores, profissionais no campo político. É uma das grandes instituições que tem uma história digna de ser resgatada e publicada", reiterou.
Valter disse ainda, que há uma riqueza de detalhes a ser explorada, pois na época quem tinha a responsabilidade de registrar esses fatos era a igreja. "As paróquias possuem um livro chamado tombo, para registrar os principais acontecimentos", salienta.
Os documentos encontrados serão arquivados no Seminário.