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Cozinhar: arte aprimorada com o tempo

Agnese Fávero, hoje aposentada, dedicou mais de quarenta anos para a profissão de cozinheira

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Por Izabel Seehaber izabel@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber

Aos 79 anos, a aposentada Agnese Fávero comemora mais de quatro décadas dedicadas à profissão de cozinheira. Para ela, é difícil definir em palavras o significado que a cozinha possui, diante de tantas histórias que marcam sua trajetória. “Cozinhar representa uma atividade prazerosa. O ato de comer e sentir o sabor da comida é gratificante”, destaca.

Segundo Agnese, a criação de família sempre contou com muitas aprendizagens, sendo que a própria mãe já utilizava habitualmente uma frase de célebre importância: “o saber não ocupa lugar”.

As orientações começaram desde cedo. Quando saiu de casa para trabalhar, começou a atuar como cozinheira em uma residência, local em que permaneceu por mais de 30 anos. Aos poucos foi aprendendo, aprimorando os pratos e também o talento na arte de cozinhar. A aposentada afirma que não possui preferências entre doces e salgados. Segundo ela, não há dificuldades para cozinhar. “Quando há pratos definidos e não conhecemos, buscamos saber. Nunca fiz cursos, sempre aprendi na prática, combinando os temperos. O teste era colocar na mesa e, caso as pessoas gostassem, é porque a receita deu certo”, comentou animada.

No mercado Querência trabalhou por mais de 10 anos na produção de pizzas, salgadinhos, pasteis, grostoli e depois auxiliava nas outras atividades.

Para Agnese, cozinhar é um dom. “Acho que as pessoas nascem com o talento para cozinhar e vão aprimorando. Às vezes as pessoas cozinham mas os pratos não ficam gostosos em razão de que não sentem prazer no cozinhar”, opinou.

Com o passar do tempo, muitas coisas mudaram no trabalho da cozinha e principalmente no momento de apreciar os pratos. “Hoje em dia muitas pessoas têm o hábito de se alimentar rapidamente e acabam produzindo comidas com muitos produtos artificiais, para as comidas serem rápidas. Isso tudo influencia muito no trabalho da cozinha”, explicou a cozinheira.

Para ela, as pessoas não se dedicam muito a aprender a cozinhar. “É um compromisso, sendo que o método de cozinhar deve ser o mesmo independente da quantidade de pessoas a serem servidas”.

Agnese salienta que não se vê em outra profissão, considerando que já atuou em outras áreas, mas não teve a mesma identificação.

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