O oitavo mês do ano, em agosto, Erechim gerou 81 novas vagas de empregos formais, impulsionados pela indústria e com menor força pelo comércio e serviço. A construção e a agropecuária registraram números negativo. Foram 2.040 contratações e 1.951 desligamentos de acordo com dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta quarta-feira, 30 de setembro.
Exceto o mês de maio, quando teve números gerais negativos, nos outros sete, mais contratou que demitiu.
Mês a mês no ano
Em 2026, em janeiro iniciou o ano abrindo 327 vagas, o melhor mês do ano. Em fevereiro, outro mês muito bom, com criação de 321 postos e outros 319 em março. Em abril, novamente números positivos (135 novas vagas). Em maio, foi o pior mês do ano, fechando oito vagas. Em junho, outras 92 vagas criadas e 176 em julho. No último mês pesquisado (agosto), 81 novos postos de trabalho formais.
No acumulado do ano são 1427 novas vagas, com 17.521contratações e 16.094 demissões.
Média mensal de 115,52 novas vagas desde 2020
Desde que entrou em vigor o novo Caged em 2020, Erechim criou 9.214 novas vagas. Dados de 80 meses. Isso equivale a uma média anual de 1.316,28 novos empregos formais (115,52 por mês). A seguir ano a ano.
2020: 466 vagas criadas (242 vagas de estrangeiros: 51,93%).
2021: 1.684 vagas criadas (estrangeiros perdem 32 vagas: negativo de 1,90%).
2022: 1.147 vagas criadas (261 vagas de estrangeiros: 22,75%).
2023: 1.566 vagas criadas (866 vagas de estrangeiros: 55,30%).
2024: 1.147 vagas criadas (977 vagas de estrangeiros: 85,17%).
2025: 1.770 vagas criadas (736 estrangeiros: 41,58%).
2026: 1.427 vagas criadas em oito meses (421 estrangeiros – 29,50%)
Total: 9.214 vagas criadas (3.474 estrangeiros – 37,70%).
Percentual por segmento
Levantamento revela quanto cada segmento contratou e o percentual que representam, desde que foi criado o novo Caged em 2020, totalizando os 9.214 postos de trabalho com carteira assinada.
Indústria: 4.308 vagas criadas (46,73% do total).
Serviços: 3.319 vagas criadas (36,01% do total).
Comércio: 1.119 vagas criadas (12,11% do total).
Construção: 475 vagas criadas (5,15 % do total).
Agropecuária: fechou sete vagas (0,0% do total).
Percentual por segmento na evolução do emprego
Erechim mantém na formalidade, 42.937 trabalhadores em cinco segmentos. Veja a força de trabalho em cada um deles.
Indústria: 17.314 trabalhadores (40,32%).
Serviços: 14.782 trabalhadores (34,43%).
Comércio: 8.594 trabalhadores (20,01%).
Construção: 2084 trabalhadores (4,86%).
Agropecuária: 163 trabalhadores (0,38%).
Indústria e serviços respondem por 97,12% das novas vagas de 2026
A indústria e serviços possuem 32.096 trabalhadores na formalidade. Isso representa 74,75% de todas as vagas ofertadas na formalidade em Erechim. Ano a ano, os dois segmentos se alternam na liderança de quem mais gera novos posto de trabalho.
Desde que foi implementado o novo Caged em 2020, três anos para cada um. Em 2020, 2021 e 2024 a indústria liderou (2.192 novos empregos). E os serviços se manteve em 1º lugar em 2022, 2023 e 2025 (1.796 novos empregos). Agora em oito meses de 2026, a indústria recuperou o primeiro lugar, ao ultrapassar os serviços. No ano, os dois segmentos geraram 1.386 novas vagas, das 1427 criadas (97,12% do total).
Os estrangeiros no mercado de trabalho
Desde 2020, quando iniciou o novo Caged, os estrangeiros desempenham papel importante no preenchimento de vagas. Das 9.214 vagas criadas, 3.474 foram ocupadas por estrangeiros, que representa 37,70%.
Nos oito meses de 2026, das 1.427 novas vagas criadas, 421 são ocupadas por estrangeiros, o que representa 29,50%. Foram 2.715 contratações e 2.314 desligamentos.
Das 421 vagas preenchidas por estrangeiros neste ano, 267 são na indústria. Na construção fechou4 vagas. Já no comércio o saldo é de 78 vagas. Em 2026, nos serviços, são 80 novas vagas.
Indústria apresenta melhoras
Em agosto, após três meses registrando números negativos (maio, junho e julho), a indústria mostra sinais de recuperação. Forma criadas 110 novas vagas (787 admissões e 677 demissões).
Esses números positivos, fez com que o segmento volte a ser quem mais gerou empregos em 2026 (709 vagas criadas). É quem mais impulsiona a economia de Erechim.
Serviços, 2º lugar no ano
Em agosto, os serviços mais contratou que demitiu, de forma mais acanhado que em julho quando abriu 191 postos de trabalho. Foram 25 empregos formais (673 contratações e 658 dispensas).
No ano, está atrás apenas da indústria, São 677 vagas novas criadas (5.708 contratações com 5.031 desligamentos).
Construção: cinco meses no negativo
Pelo quinto mês consecutivo, a construção registra números negativos. Em abril fechou 50 vagas, e em maio outros 41 postos de trabalho. Em junho, outras 33 vagas deixaram de existir. Em julho, 67 vagas foram fechadas. Em agosto, novo revés, fechando 78 vagas (109 contratações e 187 demissões). Foi o pior mês do ano.
Apesar do momento ruim na geração de empregos, o setor tem impacto direto na cadeia produtiva local, principalmente na prestação de serviços. No ano, são 32 novos postos de trabalho criados (1.566 admissões e 1.534 demissões).
Comércio em recuperação
Após fechar 175 vagas em janeiro e fevereiro, se recuperou em março, com 51 novos empregos. Em abril voltou a contratar (foram 45 novos postos de trabalho). Em maio registrou novamente números negativos (fechou 7 postos de trabalho). Em junho criou 19 novos empregos formais. Em julho, novamente números positivos (62 vagas). Em agosto, 26 novos postos (468 contratações e 442 desligamentos).
Com a melhora no último trimestre (junho, julho e agosto), saiu do negativo no ano. São 3.895 admissões e 3.877 demissões, saldo de 18 vagas.
Agropecuária: segue registrando números negativos
A agropecuária é o quinto segmento pesquisado pelo CAGED. Em Erechim, não representa números significativos na geração de empregos formais. Em agosto, fechou duas vagas (três contratações e cinco desligamentos).
No ano, os números também são negativos. Admitiu 22 trabalhadores e demitiu 31 de suas funções, o que gera um saldo negativo de nove novos empregos. Mantém 163 trabalhadores na formalidade, o que representa 0,38% do total de vagas ofertadas em todos os segmentos.