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Opinião

Memórias de viagem

Europa Ocidental e Sul – Suíça – os Alpes – Sion – Verbier

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Marlei
Por Marlei Carmen Reginatto Klein – Membro da Academia Erechinense de Letras
Foto Marlei Carmen Reginatto Klein

Os parques nacionais e as reservas naturais da Europa Ocidental são museus do mundo natural. São milhões de quilômetros quadrados de paisagens espetaculares que têm sido isoladas e protegidas pelos governos. Mesmo assim, ainda existe um dilema sobre quanto dessa herança deve ser acessível ao público. Na entrada do Parque Nacional Suíço um aviso, em cinco línguas, informa: ”O lixo desfigura a beleza natural. Não arranque uma única flor. Deixe seu cão em casa.” Assim, na região dos Alpes na Suíça, pescar, caçar, esquiar – somente em lugares permitidos – acampar, pegar morangos ou mesmo emitir sons altos são atividades proibidas na área. As plantas e flores alpinas, os animais – as marmotas, o cabrito montês, a camurça e o cervo – devem ser apenas observados, pois eles fazem o possível para ignorar as centenas de excursionistas nas trilhas durante os meses de verão. Esses lugares necessitam do público – pelos ingressos –, mas também precisam proteger a si mesmos contra o seu uso excessivo.

Aquecimento global – Na Suíça isto é levado muito a sério. Os governantes têm tido muito cuidado em evitar incêndios em florestas ressecadas pelo sol.  A urgente necessidade de tratar a poluição ambiental tem colocado a questão no centro dos compromissos da União Europeia. Uma particular atenção acontece para a melhoria da qualidade do ar, bem como da qualidade da água potável e da perda dela no uso do banho. Na Suíça, o lixo doméstico é todo reciclado. O orgânico, depois de tratado, serve como adubo.

Cumes nevados desaparecendo: na semana do início do mês de setembro, uma notícia alarmou os suíços. Os eternos cumes nevados das montanhas dos Alpes estavam derretendo. Isto foi causado pelo forte calor do verão, no final da estação. O governo reuniu pesquisadores para buscarem uma solução. Criaram uma manta de material resistente forrada com lã de ovelha. Levaram aos montes e cobriram a neve que restava para que fosse protegida. Alguns principais cumes ficaram envolvidos. Observaram que somente alguns pingos saíam. Se conseguirem, como as estações frias estão chegando, conseguirão salvar a beleza dos eternos cumes nevados. Uma notícia do que está ocorrendo nos nossos tempos.

As montanhas valem ouro: o branco da neve nas montanhas da Suíça, como em toda a Europa, é valioso. O esqui já foi o esporte dos ricos, mas agora vem sendo democratizado. Com o enorme crescimento das estações de esqui e o preço competitivo dos pacotes de viagem, o esporte tornou-se uma paixão. Agora, é acessível a um grande número de pessoas. Os esportes de inverno nunca foram tão populares como agora. Mas também exigem muita segurança para a prática. O esqui é uma invenção nórdica que data de milhares de anos. Os pioneiros, em geral pessoas ricas, que tinham tempo, eram os praticantes. A emoção ficava com a descida rápida dos Alpes. Teleféricos e bondinhos tornam o esqui alpino mais atraente e a indústria, anda a todo vapor, com novas estações espalhando-se rapidamente em cada vale.

Sion: uma parada para conhecer a bela cidade medieval, próxima à fronteira com a França. Pequena, localizada entre montanhas onde se encontram ruínas de castelos medievais e de uma fortaleza. Situada no Vale do Rio Ródano e circundada por extensos vinhedos, em terraços, nas encostas. A seleção de suas uvas produz um laureado vinho branco e famoso por também se considerado francês. No seu Centro Histórico encantam as ruelas que contam com centenas de anos. A principal construção é a da bela Igreja da Abadia St. Léonard. A maior atração do local são seus lagos subterrâneos com passeios de barco. Um emaranhado de vias aquáticas. Sion, parece quase perdida entre montanhas, mas conhecendo-a é mais uma das belas e inusitadas cidades suíças.

Verbier: está localizada na região de língua francesa, nos vales. Possui 400 km de pistas ligando quatro vales, o que atrai, principalmente, os jovens pelas dificuldades apresentadas. As filas são de muita espera para os teleféricos. Cidade tranquila, pois o grande “up” está nas pistas de esqui e também na prática fora das pistas, o que garante diversão aos mais corajosos. No centro, encontra-se um confortável Hotel rústico e ao mesmo tempo chique. O seu restaurante é comandado por famoso “chef”, que apresenta uma grande variedade de queijos nos seus pratos. Estes são receitas que vão de tradicionais pratos suíços aos da culinária francesa. Aproveitamos para degustar um prato, tipo uma raclete – queijo derretido – ao vinho branco local. Uma cidade pode-se dizer divertida pelo grande número de visitantes apaixonados em deslizar com seus esquis pelas mais íngremes árias para a prática.

A natureza: viajando pela Suíça vamos encontrar muita natureza recôndita entre as montanhas. Lagos, parques, vales fazem o conjunto do que, originalmente, tenham sido terras e bosques usados por monarcas e nobres para suas áreas de caça, desde os tempos medievais. Hoje, muitos locais são preservados. Iniciaram com particulares e, hoje, são protegidos por leis e normas de uso. O magnífico cenário de lagos e montanhas foi criado para distribuir a beleza do mundo, assim dizem. Atualmente, os parques e reservas, no mundo todo se tornaram parte essencial para o bem-estar da civilização moderna e o deslumbre pela natureza. Esta, quanto mais preservada, mais proporciona momentos de encanto como o que presenciamos: pelo lado suíço, quase junto à França, é comum ver rebanhos de cavalos brancos, soltos ao tempo e ao espaço desfilando e encantando pela sua imponência e beleza selvagem.

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