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Saúde

Asma infantil pode passar despercebida nos primeiros sintomas

Sinais como chiado no peito, tosse persistente e cansaço durante brincadeiras ajudam no diagnóstico precoce

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A asma infantil é uma doença crônica comum que pode ser confundida com infecções respiratórias
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

A asma está entre as doenças crônicas mais comuns da infância e afeta uma em cada cinco crianças brasileiras, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). Apesar da alta incidência, os primeiros sintomas costumam ser confundidos com resfriados, gripes e outras infecções respiratórias, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento. Em casos mais graves, esse atraso aumenta o risco de crises que exigem atendimento de urgência ou hospitalização. Por isso, reconhecer os sinais de alerta e buscar avaliação médica precoce é fundamental.

Chiado no peito é um dos principais sinais

Entre os principais sintomas da asma estão a tosse e o chiado no peito. O som da respiração, semelhante a um miado de gato, indica dificuldade na passagem do ar. Se vier acompanhado de falta de ar, esforço para respirar e afundamento do tórax, com as costelas aparentes, a criança deve receber atendimento imediato.

A doença também pode se manifestar de forma mais discreta, com tosse persistente, principalmente à noite ou ao amanhecer, despertares frequentes, cansaço durante brincadeiras e respiração mais ofegante que a de outras crianças da mesma idade.

Crianças que interrompem as brincadeiras para recuperar o fôlego ou apresentam tosse noturna por várias semanas, mesmo sem outros sintomas, também devem ser avaliadas por um pneumologista pediátrico.

Diagnóstico pode ser mais difícil nos primeiros anos de vida

A identificação da asma em bebês e crianças pequenas é um desafio. Lactentes com menos de dois anos costumam apresentar chiado no peito causado por infecções virais, o que nem sempre indica a doença.

O diagnóstico se torna ainda mais difícil porque muitas crianças passam a frequentar creches e escolas precocemente, aumentando a exposição a vírus respiratórios. Nessa fase, o excesso de secreção nas vias aéreas pode produzir sons semelhantes ao chiado típico da asma, dificultando a diferenciação entre os quadros.

Avaliação clínica orienta o diagnóstico

O diagnóstico da asma é essencialmente clínico. Durante a consulta, o médico analisa o histórico da criança, a frequência e as características dos sintomas, além de realizar o exame físico. A ausculta pulmonar, feita com estetoscópio, permite identificar alterações respiratórias compatíveis com a doença, muitas vezes suficientes para confirmar a suspeita.

Exames laboratoriais e radiografias têm utilidade limitada para diagnosticar a asma, pois não identificam diretamente as alterações inflamatórias das vias aéreas. Esses exames costumam ser solicitados quando há necessidade de excluir outras doenças que apresentam sintomas semelhantes, como pneumonias e determinadas infecções respiratórias.

Predisposição genética e fatores ambientais influenciam

A herança genética é considerada o principal fator de risco para o desenvolvimento da asma. Crianças com familiares que convivem com a doença apresentam maior probabilidade de desenvolver os sintomas, especialmente quando expostas a fatores desencadeantes.

Infecções virais, ambientes com poeira, mofo, poluição atmosférica e pólen podem favorecer o aparecimento das crises. Também estão associados ao risco aumentado a presença de doenças alérgicas, como rinite alérgica e dermatite atópica, exposição à fumaça do cigarro durante a gestação ou após o nascimento, obesidade e algumas infecções respiratórias nos primeiros anos de vida.

Ambiente saudável ajuda a prevenir crises

Embora a asma nem sempre possa ser evitada, alguns cuidados reduzem a frequência das crises e contribuem para a saúde respiratória. A recomendação é manter a casa bem ventilada, controlar a umidade e evitar o acúmulo de poeira e objetos que dificultem a limpeza.

O objetivo não é criar um ambiente excessivamente esterilizado, mas diminuir a exposição aos agentes que irritam as vias respiratórias. Ambientes com mofo, umidade constante e excesso de objetos favorecem tanto doenças alérgicas quanto infecções respiratórias.

Tratamento permite vida normal

O tratamento da asma é individualizado e considera a idade da criança, a gravidade da doença e a intensidade dos sintomas. Inclui orientação à família, controle dos fatores desencadeantes e uso correto das medicações.

Os corticoides inalatórios são a principal opção para controlar a inflamação das vias aéreas na asma persistente. O objetivo é manter a criança sem sintomas, reduzir crises e hospitalizações e garantir uma rotina normal.

Embora não tenha cura, a asma pode ser controlada, e muitas crianças apresentam remissão dos sintomas ao longo da vida. Com a doença controlada, podem brincar, praticar esportes e participar das aulas de educação física sem limitações importantes.

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