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Ensino

Especialistas voltam a debater a resiliência e a justiça climática em seminário na URI

Representantes de diferentes áreas apresentaram experiências e ações voltadas à adaptação climática e à construção de territórios sustentáveis

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Participantes defenderam ações coletivas na prevenção de acidentes climáticos.jpg
Por Assessoria
Foto Divulgação

Lideranças estaduais e regionais analisaram na terça-feira à noite, 9, no Auditório da URI, a resiliência e a justiça climática, no segundo dia da XXXIII Semana Alto Uruguai do Meio Ambiente (SAUMA), realizada em conjunto com o VI Seminário Municipal de Meio Ambiente. Foi durante a mesa-redonda que teve a participação de diversas lideranças num diálogo interdisciplinar para a construção de territórios sustentáveis.

A iniciativa contou com a participação da professora da UFRGS, Lisiane Bizarro, de forma online; a representante da Emater/RS, Fernanda Tacca Angonese; o prefeito Anderson Bagatini, de Barra do Rio Azul; e Baresi Freitas Delabary, da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul.

Lisiane Bizarro defendeu a inclusão da psicologia como um elemento estratégico para o alcance dos objetivos da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), tratando da importância da percepção de risco diante de eventos climáticos extremos. 

Baresi Delabary apresentou as ações do programa Vig Desastres e tratou dos impactos das mudanças climáticas na saúde pública, como o agravamento de doenças em períodos de calor intenso, os riscos sanitários após enchentes e a necessidade de fortalecer a assistência em saúde mental após eventos extremos. 

Fernanda Angonese apresentou as ações voltadas à recuperação produtiva e ambiental das propriedades rurais, como a conservação do solo, manejo da água e apoio às famílias agricultoras diante da instabilidade climática. 

Já o prefeito Anderson Bagatini relatou a experiência do município após as enchentes de 2023 e 2024 que causaram danos à infraestrutura pública, incluindo a perda de veículos, prejuízos em unidades de saúde, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e em pontes localizadas no interior. 

Ao longo do debate, os participantes apontaram a necessidade de integração entre conhecimento científico, políticas públicas e participação comunitária para o enfrentamento dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

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