Em Erechim, a produção de frutas cítricas integra a diversificação das propriedades rurais e a geração de renda no campo. Culturas como laranja, bergamota, tangerina e limão estão presentes em propriedades do município.
O Alto Uruguai é a região com a maior produção de laranja do Rio Grande do Sul. Atualmente, são aproximadamente 4 mil hectares destinados à citricultura, sendo cerca de 3,6 mil hectares de laranja, 320 hectares de bergamota e tangerina e 80 hectares de limão. A produção estimada para este ano é de aproximadamente 120 mil toneladas, envolvendo cerca de 2,2 mil produtores rurais.
Em Erechim, a atividade ocupa aproximadamente 85 hectares, distribuídos em 60 hectares de laranja, 22 hectares de bergamota e tangerina e 3 hectares de limão. A produção estimada é de cerca de 2,7 mil toneladas, envolvendo aproximadamente 90 produtores. Entre as principais cultivares produzidas no município estão a laranja Valência e as bergamotas Montenegrina e Caí.
Celebrado em 8 de junho, o Dia do Citricultor marca a atuação dos produtores dedicados ao cultivo de frutas cítricas.
Incentivo à produção
A Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Segurança Alimentar mantém o Programa Municipal de Fruticultura, que prevê a distribuição de mudas frutíferas para produtores do município. A iniciativa contempla variedades de frutas cítricas e brancas, além de orientação técnica sobre plantio e manejo.
O secretário de Agricultura, William Racoski, afirma que a citricultura integra a diversificação das propriedades rurais do município. “A citricultura é uma atividade importante dentro da diversificação das propriedades rurais, gerando renda e fortalecendo a agricultura familiar. Reconhecemos o trabalho de quem, com dedicação diária, contribui para o desenvolvimento do nosso interior e para a produção de alimentos de qualidade”, afirma.
O produtor rural Paulo Rodrigo Scherdien, que atua na atividade com a família, relata que o cultivo exige acompanhamento durante todo o ano. “A citricultura exige dedicação o ano inteiro, desde o cuidado com o pomar até a colheita, mas é uma atividade que traz um retorno importante para as famílias. Além da renda, é uma cultura muito forte na nossa região e mostra a força do Alto Uruguai. O incentivo, o acesso às mudas e o apoio técnico fazem diferença para que os produtores continuem investindo e ampliando a produção”, destaca.