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Economia

O papel da Comissão de Terras no desenvolvimento de Erechim

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A primeira repartição pública a funcionar na então vila Paiol Grande, foi o Castelinho, construído e
Por Redação
Foto Arquivo Histórico Juarez Miguel Illa Font

A Comissão de Terras foi de fundamental importância para assentamento dos colonos e para o início do município de Erechim. A construção, que serviu de sede para a primeira repartição pública a funcionar na então vila Paiol Grande, foi o Castelinho, construído em 1915 abrigando a comissão em 1916. Suas atribuições principais envolviam a demarcação e venda de lotes rurais e urbanos, assentamento de agricultores e abertura de estradas.

Caso único em matéria de colonização

Erechim é considerado um caso único em matéria de colonização, fato justificado em razão de que criado em 1908, a Colônia recebe em 1910 os primeiros colonos, três anos depois já somava mais de 18 mil habitantes e em 1918 formava um município autônomo.

Pensamento positivista

A miscigenação foi incentivada pelo pensamento positivista que tinha um foco de nacionalismo. Neste contexto na cidade conviviam colonos e descendentes de poloneses, alemães e italianos, com importância econômica equiparável aos mais antigos e ricos do Rio Grande do Sul.

Maior diversidade de documentos

Na maioria das fontes que discutem a colonização, há um grande enfoque nas etnias italiana, alemã, polonesa e, também, nos judeus. Elas são consideradas predominantes neste contexto, já que reuniam a maior parte dos imigrantes que encontraram em Erechim lugar para construírem suas histórias. Talvez seja esse o motivo pelo qual há maior diversidade de documentos, registros e trabalhos acadêmicos voltados a estes povos e suas respectivas trajetórias desde a chegada à região, visto que, por ainda possuírem descendentes, estes são temas que geram maiores iniciativas de pesquisas acadêmicas, por exemplo.

Valores culturais e materiais

As fontes sobre outros povos e etnias que colonizaram Erechim são mais limitadas, por vezes se restringindo somente à citação de sua participação no processo de colonização. Isso não significa, porém, que não tenham tido a devida importância na construção da Colônia Erechim e que não tenham colocado em prática neste espaço seus valores culturais e materiais.

População em 2015

Uma das obras que faz um panorama um pouco além em relação a parte destas etnias é “A Grande Erechim e sua história”, de Antônio Ducati Neto, no qual consta a quantidade dos habitantes em números. “Em 1915 a população de Erechim ascendia a 27.259 habitantes, dos quais 3.625 eram alemães; 7.114 brasileiros; 5.721 poloneses; 246 suíços; 1.827 italianos; 722 austríacos; 106 espanhóis; 74 franceses; 234 portugueses; além de 7.603 de outras nacionalidades”.

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