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Economia

Cidade da Cultura da Frinape 2026 se reinventa e projeta nova experiência cultural centrada no público

Projeto é construído de forma coletiva por entidades da cultura, educação e tradicionalismo e aposta em vivência, pertencimento e conexão

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Por Assessoria
Foto ASCOM

A Frinape 2026 avança na consolidação da cultura como eixo estruturante do evento ao apresentar a nova concepção da Cidade da Cultura, um espaço que ultrapassa a programação artística e se afirma como território de experiências, encontros e construção coletiva.

Integrada à programação oficial da feira, a Cidade da Cultura acompanha a evolução da própria Frinape, que, ao longo de sua trajetória, ampliou seu papel para além do desenvolvimento econômico, incorporando a valorização da identidade cultural do Alto Uruguai como elemento central. Ao longo das edições, esse núcleo tornou-se referência na promoção da diversidade artística, na formação de público e na valorização de talentos locais e regionais.

Para 2026, o projeto ganha uma nova dimensão, construída a partir de um processo coletivo e contínuo. Desde o início do ano, a comissão organizadora, formada por representantes de diferentes entidades ligadas à cultura, educação e tradicionalismo, vem se reunindo de forma sistemática para a formatação da proposta, consolidando um trabalho colaborativo que reflete a pluralidade cultural da região.

PLANEJAMENTO COLETIVO E CONSTRUÇÃO CONCEITUAL

A nova Cidade da Cultura nasce de um processo estruturado de planejamento e construção coletiva. Em reunião da comissão organizadora, que tem à frente a diretora de Cultura da ACCIE e a gerente do Sesc Erechim, Sandra Maria Bordini, foram definidos conceitos que orientam o projeto, como experiência, encantamento, presença, acolhimento e memória afetiva, reforçando a intenção de criar um ambiente mais humano, sensível e conectado com o público.

A proposta também prevê a redução da simultaneidade de atividades e a qualificação da programação, com foco na fruição, na permanência e na construção de vínculos entre público e artistas.

CULTURA COMO EXPERIÊNCIA E CONEXÃO

Com o tema “Arte que conecta”, a Cidade da Cultura será realizada de 12 a 22 de novembro, no Parque da ACCIE, em Erechim, estruturando-se de forma integrada entre o Pólo de Cultura, o espaço da Fenamate e as áreas de circulação da feira.

A proposta marca uma mudança de paradigma: menos volume e mais significado. A nova concepção aposta em uma curadoria qualificada, com ações pontuais, imersivas e de maior impacto, ampliando a profundidade das experiências culturais. “Sai o excesso. Entra a experiência” sintetiza o conceito que orienta esta edição.

A programação será organizada a partir de dois movimentos complementares: atividades fixas, em pontos estratégicos, e intervenções itinerantes que circularão pelo parque, levando a cultura ao encontro direto do público. “O público não será apenas espectador. Será participante”, reforça a proposta, que busca estimular a interação, a permanência e a construção de vínculos entre artistas e visitantes.

PROJETOS CULTURAIS E VIABILIZAÇÃO

Como ocorre tradicionalmente, a Cidade da Cultura da Frinape é viabilizada por meio de projetos culturais submetidos a mecanismos de incentivo, em âmbito federal e estadual. Para a edição de 2026, estão em elaboração propostas a serem encaminhadas ao Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e à Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, por meio do Pró-Cultura RS.

Esses projetos seguem diretrizes técnicas que contemplam democratização do acesso, formação de público, valorização artística e impacto social. Após aprovação, possibilitam a captação de recursos junto à iniciativa privada, garantindo a execução das ações culturais com acesso gratuito ao público.

O modelo assegura não apenas a viabilidade financeira, mas também a inserção da Cidade da Cultura no contexto das políticas públicas culturais, com planejamento, transparência e compromisso social.

NOVO DESENHO DOS ESPAÇOS E PRESENÇA AMPLIADA

A reformulação também se reflete na ocupação dos espaços. O saguão do Pólo de Cultura assume protagonismo como núcleo central das atividades, com um ambiente dinâmico, aberto e adaptável, pensado para favorecer a interação direta com o público.

Ao redor desse núcleo, serão implantadas estações criativas permanentes, promovendo experiências contínuas ao longo da feira. As salas internas permanecem como espaços de apoio, voltados à contemplação e ao aprofundamento das linguagens artísticas, enquanto as áreas externas passam a receber intervenções que ampliam a presença da cultura em todo o parque.

A proposta inclui ainda ações culturais em meio aos expositores e espaços de circulação, fortalecendo a integração entre cultura e os demais segmentos da feira.

CULTURA COMO ACESSO E INCLUSÃO

A Cidade da Cultura mantém seu compromisso com a democratização do acesso, garantindo programação gratuita e acessível a diferentes públicos. Estão previstas ações inclusivas, com recursos de acessibilidade e atividades voltadas à participação ampla e equitativa.

O projeto também dialoga com a formação cultural, promovendo vivências educativas e aproximando a comunidade do fazer artístico, contribuindo para o desenvolvimento cultural e social da região.

IMPACTO CULTURAL, SOCIAL E ECONÔMICO

Ao integrar a cultura à dinâmica da feira, a Cidade da Cultura fortalece a cadeia produtiva cultural, gerando oportunidades para artistas, produtores e profissionais do setor, além de ampliar a circulação de público e movimentar a economia local.

A iniciativa propõe a cultura como vetor de desenvolvimento, capaz de gerar impacto social, econômico e simbólico, ao mesmo tempo em que fortalece identidades e amplia horizontes.

UM TERRITÓRIO DE PERTENCIMENTO

Mais do que um espaço físico, a Cidade da Cultura se consolida como um território simbólico dentro da Frinape. Um ambiente de encontro, de pausa e de construção de memórias, onde o público é convidado a desacelerar e vivenciar a arte de forma plena.

Com uma proposta construída de forma coletiva e orientada por uma curadoria sensível e intencional, a Cidade da Cultura 2026 confirma o compromisso da Frinape com uma cultura viva, acessível e significativa. “Menos atrações. Mais significado. Mais presença. Mais memória”, sintetiza o conceito desta edição, uma proposta que convida o público não apenas a visitar, mas a viver a cultura em sua essência.

 

 

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