Uma atividade terapêutica desenvolvida no Grupo Multi Arte, vinculado a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da dinâmica “Plantas e Memórias Afetivas”, tem se destacado como estratégia de cuidado em saúde mental ao promover um espaço qualificado de escuta, acolhimento e troca de experiências entre os participantes. A ação foi conduzida pela oficineira Valdete Klein, tendo como unidade de referência a UBS Centro, coordenada pela enfermeira Livânia Orso.
A proposta convidou cada integrante a refletir sobre uma planta significativa em sua trajetória de vida, estimulando o resgate de memórias afetivas ligadas a contextos familiares, culturais e de cuidado. Durante a atividade, surgiram relatos que evidenciaram vínculos com experiências da infância, práticas de cuidado entre gerações e o uso de plantas em momentos de adoecimento e promoção do bem-estar.
Nesse contexto, as plantas assumiram um papel simbólico importante, sendo reconhecidas como elementos que conectam histórias, identidades e relações. A dinâmica possibilitou a expressão de sentimentos como saudade, afeto, alegria e superação, contribuindo para o fortalecimento do pertencimento ao grupo e da coesão entre os participantes.
Além disso, a atividade valorizou os saberes populares, especialmente no uso tradicional de plantas medicinais, reconhecendo-os como componentes relevantes no campo da saúde coletiva. A metodologia adotada estimulou a comunicação, a criatividade e o cuidado compartilhado, em consonância com os princípios da reabilitação psicossocial e das práticas territoriais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
Como desdobramento, a proposta poderá evoluir para a construção de registros coletivos, como produções artísticas, textos e materiais elaborados com as plantas trabalhadas, ampliando o potencial terapêutico e fortalecendo os vínculos estabelecidos no grupo.
Para o secretário de Saúde, Vianei Mueller, iniciativas como essa demonstram a importância de estratégias integradas no cuidado em saúde mental. “A promoção da saúde vai além do atendimento clínico. Atividades como essa valorizam a escuta, o vínculo e os saberes das pessoas, fortalecendo o cuidado humanizado e ampliando as possibilidades de bem-estar na nossa rede”, afirmou.