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Cultura

Erechinense participa de livro sobre autismo e propõe olhar além do diagnóstico

Daniela Bonato integra obra que reúne relatos e orientações para famílias, educadores e profissionais

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Daniela Bonato integra obra que reúne relatos e orientações para famílias, educadores e profissionai
Por Gabriela de Freitas
Foto Arquivo pessoal

A participação da erechinense Daniela Bonato em uma publicação lançada em março deste ano, em São Paulo, reúne experiências da prática clínica e reflexões sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neuropsicopedagoga, analista do comportamento (ABA) e graduanda em Psicologia, a profissional atua há cerca de oito anos com crianças e famílias.

A contribuição integra o livro “Além do diagnóstico: Ferramentas e reflexões para uma sociedade mais inclusiva (Volume 1)”, organizado por Marjorie Jasper. O convite para participação, conforme Daniela, surgiu ao longo de sua trajetória de formação e busca por atualização. “Foi nesse movimento de aprendizado contínuo que surgiu a oportunidade de contribuir com a obra — unindo ciência, experiência e propósito”, relata.

Na obra, a coautora direciona sua abordagem ao período posterior ao diagnóstico. “O diagnóstico não é o fim, ele é o começo”, descreve, ao abordar a construção de caminhos possíveis para o desenvolvimento. Entre os conteúdos, a publicação reúne relatos de pessoas autistas, familiares, profissionais da saúde e da educação, contemplando diferentes fases da vida e contextos como família, escola, clínica e sociedade.

Daniela também menciona a utilização da Análise do Comportamento Aplicada como ferramenta no cotidiano. “Mostro como a Análise do Comportamento Aplicada pode transformar insegurança em direção, e dúvidas em possibilidades reais de desenvolvimento”, explica.

Ao tratar dos desafios enfrentados por pessoas com TEA, a profissional relaciona as dificuldades ao ambiente. “O maior desafio ainda não está na criança — está no ambiente. Falta preparo, falta compreensão e, muitas vezes, falta olhar para além do diagnóstico”, aponta. A necessidade de ampliar a compreensão social também aparece em sua fala. “Falta humanização. Falta entender que estamos falando de pessoas, não de rótulos”, acrescenta.

No campo da inclusão, Daniela destaca mudanças no contexto social. “A inclusão começa quando deixamos de apenas aceitar e passamos a compreender”, afirma, ao mencionar a importância de preparar o ambiente para acolher as crianças. Sobre a realidade educacional, observa que ainda há caminhos em construção. “Existem escolas comprometidas, mas muitas ainda não estão preparadas”, comenta, ao mencionar a necessidade de estratégias pedagógicas que considerem o ritmo e o desenvolvimento integral.

O processo de construção do livro também é citado como um momento de aprendizado. “Trouxe a certeza de que a ciência precisa ser acessível”, relata, ao destacar a importância de aproximar o conhecimento técnico da realidade das famílias.

A obra aborda temas como inclusão escolar, alimentação no TEA, diagnóstico precoce e tardio, vínculos familiares, atuação terapêutica e direitos sociais, com linguagem acessível e embasamento técnico. O lançamento ocorreu na livraria do Shopping JK, em São Paulo, com participação de coautores e representantes da editora.

Sobre a contribuição prática do conteúdo, Daniela aponta a aplicação no cotidiano. “Ele traduz a ciência em ações, ajudando a compreender comportamentos, agir com mais segurança e transformar momentos desafiadores em oportunidades de aprendizagem”, explica.

Ao mencionar os desdobramentos, a coautora indica continuidade nos projetos. “Sigo com o propósito de levar informação de qualidade e acessível, fortalecendo famílias e profissionais”, finaliza.

 

 

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