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Erechim

Rua terá nome de Santo José Pasquali

Pioneiro trabalhou com agricultor, carpinteiro e prestava serviços sociais em Erechim

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Por Assessoria de imprensa
Foto Divulgação - assessoria de imprensa

Familiares e amigos de Santo José Pasquali lotaram o plenário da Câmara de Vereadores de Erechim na última segunda-feira (10). Todos acompanharam a votação do projeto de lei de autoria do vereador Sérgio Alves vento (PT), que eterniza o nome do pioneiro em artéria do município. A proposta foi aprovada e o Bairro Liberdade passará a ter a “Rua Santo José Pasquali – Pioneiro”, tão logo o documento seja sancionado pelo prefeito Paulo Polis

Histórico

Santo José Pasquali nasceu no município de Antonio Prado no dia 09 de abril de 1917. Filho dos imigrantes Saule Pasquali e Rosa Caporali Pasquali, era o sexto integrante de uma família composta por dez irmãos. Em meados de 1929 a família migrou para o Alto Uruguai, instalando-se no KM 10, atual Povoado Argenta. Segundo a história da família, a viagem foi desafiadora, realizada com carroça e cavalos. “Foram vários dias até chegarem nesta região”, resgatou o proponente da homenagem.

“Pais e filhos chegaram em um município ainda jovem, com apenas 11 anos de emancipação, mas muito acolhedor com os novos imigrantes que aqui se estabeleciam. Desta forma, adquiriram uma colônia de terra onde iniciaram a sua vida. Como eram em muitos, os filhos mais velhos foram trabalhar em outras propriedades vizinhas e também em uma serraria da localidade”, destaca o texto lido na sessão legislativa.

De acordo com o relato, Santo José, ainda adolescente, ajudava os pais na agricultura e a tomar conta dos irmãos mais jovens. Aos 16 anos participou do grupo de jovens de Ação Católica da localidade e tinha a missão de estimular a catequese e o evangelho nas comunidades. Logo que completou a maioridade, também foi trabalhar na madeireira onde começou a tomar gosto pela atividade. Os irmãos mais velhos foram se casando e deixando a casa dos pais. Santo José foi um dos últimos a se casar.

Casamento

Foi em 1946, aos 29 anos de idade que Santo se casou com Odila Marini, também filha de imigrantes da década de 30, vindos da região de Flores da Cunha. Santo e Odila ficaram morando com os pais Saule e Rosa Pasquali. Em 1948 nasce a primeira filha e em 1950 o segundo filho. Dois meses após, em junho de 1950 o seu pai Saule faleceu. Três anos depois, morreu a mãe Rosa.

Mudança para a cidade

No ano seguinte, em 1954, Santo vendeu a propriedade rural que herdou dos pais juntamente com sua irmã Maria Paulina, que também morava junto. Sua esposa e os dois filhos de transferiram para a cidade de Erechim, onde adquiriu o lote urbano com sua casa situada na Rua Henrique Dias, número 1006, esquina com a Rua Espírito Santo. Em julho deste mesmo ano nasce o terceiro filho.

Filhos

Em 1965 nasceu o sexto filho. Por ordem são: Eda Maria, Santo Gotardo, Alcione Domingos, Geraldo Saule, Vlademir José e Marlon Alexandre.

Trajetória profissional

O primeiro emprego de Santo foi na Indústria Madeireira Madalozzo, pois no interior já trabalhava na madeireira como serrador, local que lhe deu experiência no ramo e paixão pelo trabalho com madeira. Posteriormente trabalhou como serrador nesta empresa. No final do ano de 1958 surgiu uma proposta da Construtora Badalotti, para ir trabalhar como carpinteiro.

Obras conhecidas

Santo aceitou, pois era seu sonho e seria sua profissão definitiva. Neste período ajudou a construir várias escolas estaduais em madeira na cidade, no interior e também pela região. Obras de grande porte como o Santuário Nossa Senhora de Fátima, Colégio Técnico Industrial, hoje Haidée Tedesco Reali, Escola Normal Santo Agostinho, entre outros.

No final dos anos 60, já com experiência no ramo da carpintaria, se lançou como autônomo, sendo reconhecido como um grande profissional. Uma atividade que lhe dava orgulho, pois trabalhar com madeira era a sua paixão.

Aposentou-se em 1984 com 67 anos. Depois ainda continuou a fazer pequenos trabalhos, também como voluntário em entidades como o Seminário de Fátima e famílias.

“Era muito solidário e gostava de ajudar a todos, sempre disposto a colaborar. Homem justo e honesto, viveu para a sua família de forma exemplar. Humilde nas atitudes, amava a todos, esposa e filhos, seu genro Gabriel, noras Ivete e Tânia e suas netas Luciana, Vanessa, Andressa e Aline”, destacou o vereador na tribunal do Legislativo erechinense.

Embaixador de Erechim

Por conhecer muita gente em erechim, e por tê-lo acolhido como migrante que Santo acompanhou o seu desenvolvimento, sua história e suas construções. “Santo era um embaixador de Erechim por natureza”, afirmou o vereador Serginho.

Conforme relatos, quando recebia pessoas de outras cidades, falava com orgulho de Erechim, e quando viajava, igualmente dizia com alegria: “sou de Erechim”.  Santo foi um pioneiro por excelência. Deixou marcas pelas suas obras e também saudades por onde passou. Um legado grandioso para os filhos e toda sua família pelo exemplo de vida.

Vida de 81 anos

O homenageado viveu sua vida com plenitude, sempre com muito amor pela sua família, sua profissão e pela sua cidade. Em meados de 1990, foi acometido de enfermidade, pelas quais lutou por oito anos.

Ainda em meio a sua convalescência, em 1993 perdeu a esposa Odila Otavia Marini Pasquali que teve doença grave. Santo morreu  aos 81 anos no 15 de junho de 1998 . Três de seus filhos continuam morando na mesma casa comprada pelos pais há 62 anos. Santo deixou um vasto círculo de amizades e um grande legado de amor a sua família, ao seu trabalho e as pessoas com quem sempre conviveu. 

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