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Política

Candidatos a deputado estadual: 10 mil votos para entrar no jogo

Com a cláusula de barreira, vigente para 2022, quem não atingir a marca acima está fora da disputa, numa eleição sem coligações

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Nas eleições de 2018 em Erechim, 472 candidatos a deputado estadual conquistaram votos
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi/Arquivo

Na coluna de ontem (26), publiquei matéria referente à dificuldade que a região Alto Uruguai terá em colocar um deputado federal, usando como parâmetro os números das eleições de 2018. Uma tarefa difícil, pelo perfil do eleitor e dos partidos políticos, que pensam na sigla antes da região. Mas o sistema eleitoral vigente, empurra para essa realidade nefasta.

O grau de dificuldade

Na edição de hoje, faço uma análise dos números de deputado estadual. Parece mais fácil, que para federal, porém, as dificuldades são as mesmas, pois existem mais que o dobro de candidatos concorrendo para 55 vagas na Assembleia Legislativa.

472 candidatos fizeram votos em Erechim

Em 2018, o RS teve 853 candidatos a deputado estadual. E destes, 472 fizeram votos em Erechim, o que diminui drasticamente as chances das candidaturas locais. Para se ter uma ideia, os cinco mais votados em Erechim perderam para brancos e nulos.

Os cinco mais votados

Os cinco mais votados na Capital da Amizade: Claudemir de Araújo (PTB) fez 8.648 votos. Em segundo lugar, Lucas Farina (PT) com 7.718; em terceiro, Mário Pavoni (Solidariedade) com 3.994 votos. Na quarta posição, Gilberto Capoani (MDB) que conquistou nas urnas 2.865 votos. E na quinta posição Any Ortiz (PPS) fez 1827 votos. E destes cinco, dois se elegeram por terem estrutura estadual de votos: Capoani e Any.

Uma eleição diferente

A eleição passada foi diferente das regras que serão adotadas em 2022. Ainda era possível coligações entre partidos. Agora, os partidos têm que colocar nominata própria. E tem ainda a cláusula de barreira.

O que é clausula de barreira?

Mas o que é cláusula de barreira? O candidato só pode ser eleito se conquistar 10% nas urnas do quociente eleitoral, que é calculado pelo número de votos válidos e dividido pelo número de vagas na Assembleia Legislativa. Usando como parâmetro os números de 2018, foram mais de 5,78 milhões de votos para deputado estadual. Divide-se esse número por 55, e se obtém o mínimo necessário, independentemente do partido político.  Portanto, que não fizer pelo menos 10.500 votos está fora da disputa, mesmo a sigla tendo sufrágios suficientes. Isso elimina aquelas candidaturas de celebridades que puxam votos.

Buscar votos fora

Na região temos pelo menos 10 pré-candidatos. E a exemplo dos que irão concorrer a deputado federal, precisarão sair do Alto Uruguai e buscar uma boa quantidade de votos fora, para entrar na disputa. Isso porque a região vota em candidatos de fora.

 O número mágico

Os 10.500 votos é o número mágico a ser alcançado para entrar na disputa, porém cada sigla tem suas peculiaridades e dificuldades para se eleger. Em 2018, 17 partidos conseguiram colocar pelo menos um representante na Assembleia Legislativa. A seguir, a relação do último que entrou, por partido, para análise das dificuldades.

  1. Republicanos (duas cadeiras): segunda vaga foi com 15.404 votos - Fran Somensi;
  2. Novo (duas cadeiras): segunda vaga foi com 16.224 votos - Giuseppe Riesgo;
  3. PSL (quatro cadeiras): a quarta vaga foi com 17.592 votos – Capitão Macedo;
  4. DEM (duas cadeiras): a segunda vaga foi com 23.042 votos – Eric Lins;
  5. PSDB (quatro cadeiras):  a quarta vaga foi com 24.115 votos –Zilá Breitenbach;
  6. PDT (quatro cadeiras): a quarta vaga foi com 24.607 votos - Luiz Marenco;
  7. PL (duas cadeiras): a segunda vaga foi com 25.679 votos – Airton Lima;
  8. Podemos (uma cadeira): a única vaga foi com 26.449 votos – Rodrigo Maroni;
  9. PSB (três cadeiras): a terceira vaga foi com 26.765 votos -  Dalciso Oliveira;   
  10.  Solidariedade (uma cadeira): a única vaga foi com 27.808 votos – Neri, o Carteiro;
  11. PT (oito cadeiras): a oitava vaga foi com 30.704 votos – Fernando Marroni;
  12.  Progressistas (seis cadeiras): a sexta vaga foi com 33.691 votos – Frederico Antunes.
  13. MDB (oito cadeiras): a oitava vaga foi com 34.881 votos – Sebastião Mello;
  14. PTB (cinco cadeiras): a quinta vaga foi com 36.033 votos – Elizandro Sabino;
  15. PSD (uma cadeira): a única vaga foi com 43.012 votos – Gaúcho da Geral;
  16. PSOL (uma cadeira): a única vaga foi com 73.865 votos – Luciana Genro;
  17. PPS (uma cadeira): a única vaga foi com 94.904 votos – Any Ortiz.

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