Uma das principais atividades agrícolas da região, a citricultura, está recebendo destaque deste terça-feira em Erechim. É a 24ª edição do curso de Citricultura Básica ministrada no Centro de Treinamento de Agricultores de Erechim (Cetre). Participam 22 pessoas, entre produtores e estudantes do Colégio Agrícola Estadual Ângelo Emílio Grando, filhos de produtores de diversos municípios do Alto Uruguai, cujas propriedades produzem citros, principalmente laranjas. O curso segue até esta quinta-feira.
O conteúdo teórico e prático está sendo ministrado pelos instrutores da Emater/RS-Ascar, Nilton Cipriano Dutra de Souza, Ivonir Biesek, Jair Griebler, Douglas Dal Piva e Clair Bertussi. A parte prática foi realizada na quarta-feira, em Aratiba, na propriedade dos produtores Afonso Bach, Deonir Lotti e João Griebler. No município, o grupo também visitou a unidade de beneficiamento de Citros Griebler.
Entre os assuntos tratados estão orientações voltadas para implantação do pomar, mudas, manejo, produção, condições climáticas, cultivares e sanidade, abordando doenças e pragas, entre outros temas de manejo.
Conforme o técnico agropecuário da Emater de São Valentim Ivonir Antonio Biesek, o objetivo do curso é tornar a citricultura mais produtiva. “Deixar os produtores mais qualificados e quem está iniciando na atividade que evite cometer os erros comuns, como a aquisição de mudas de má qualidade, plantar de maneira errada, entre outros equívocos”, diz.
Entre os destaques do curso, Biesek diz que está sendo trabalhado para que os novos produtores partam para a produção de frutas destinadas ao mercado de mesa, onde a agregação de valor é maior e a competitividade em determinados períodos do ano é melhor.
Citricultura na região
A atividade começou a se intensificar em 2008, quando foram instalados dois viveiros de mudas na região. Em oito anos, a região do Alto Uruguai passou a contar com 2.952,80 hectares de laranjas, produzindo em torno de 35 ton/ha, além dos 479 ha de bergamotas.
“A citricultura tem um papel importante, principalmente, porque neste ano o produtor está melhor remunerado, mas a atividade mantém o produtor familiar no campo, tendo em vista que um hectare de fruta pode gerar uma renda entre R$12 mil até R$ 20 mil e com pouca mão de obra”, conclui Biesek.