É um deboche com a cara do brasileiro, cada vez que os deputados federais discutem a reforma política. Falta de convicção nas mudanças passadas, aprovadas por eles mesmos, e conforme o andar da carruagem, aprovam mudanças para se preservarem. Nunca uma mudança que ganha a população, e sim, em benefício próprio ou dos partidos.
Colcha de retalhos
Nunca se consegue fazer uma reforma política ampla, com os anseios coletivos. Sempre é uma colcha de retalhos, com vários subterfúgios para perpetuar espécies. Está mais do que na hora de se ter uma Assembleia Constituinte específica para temas que andam a passos de tartaruga, ou conforme interesses.
Cortina de fumaça
A única boa notícia da semana, foi a derrota do “Distritão”, que seria um retrocesso para a democracia. Em contrapartida, outros temas foram aprovados, deixando no ar que o Distritão foi uma cortina de fumaça, para fazer passar o que queriam e que terá validade nas eleições de 2022.
Retorno das coligações
Foi aprovado o retorno das coligações, o que é um absurdo, pois se um partido não tem capacidade de se cacifar numa eleição, deveria deixar de existir. E aqui entra um outro ponto aprovado, para manter os partidos recebendo o fundo eleitoral.
Aprovação esdrúxula
Trata-se da aprovação esdrúxula da criação de federações partidárias, onde dois ou mais partidos podem se fundir por tempo determinado, porém com gestão independente das siglas, para evitar que aqueles que não atinjam a cláusula de barreira percam tempo de TV e fundo partidário. Isso para citar apenas alguns absurdos, como votar em cinco candidatos a presidente, e eliminar o segundo turno. Coisas de Brasil.