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Rural

Liberados R$ 3 bilhões para custeio e investimento

Plano Safra gaúcho também passa a vigorar a partir desta sexta-feira

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Lançamento do Plano Safra RS aconteceu na quarta-feira
Por Readação
Foto Karine Viana

Com recursos de R$ 3 bilhões do sistema financeiro estadual - Banrisul, Badesul e BRDE -, foi lançado na quarta-feira (29), no Palácio Piratini, o Plano Safra Gaúcho 2016/2017. São R$ 2,1 bilhões do Banrisul, R$ 550 milhões do BRDE e R$ 350 milhões do Badesul. O montante total destinado pelo governo do Estado é recorde. Em 2015, o Plano Safra disponibilizou R$ 2,8 bilhões, volume superior ao ano anterior: R$ 2,74 bilhões. Da mesma forma que o Plano Agrícola e Pecuário brasileiro, o Plano Safra gaúcho também passa a vigorar a partir de sexta-feira (1º) - as taxas de juro seguirão as mesmas diretrizes do Plano Safra brasileiro.

Dos R$ 2,1 bilhões que podem ser aportados via Banrisul, R$ 1 bilhão é destinado para custeio, R$ 600 milhões para comercialização e R$ 500 milhões para investimento. Estão previstos financiamentos para agricultores familiares (Pronaf), médios produtores (Pronamp) e agricultores empresariais, cooperativas, agroindústrias, beneficiadores, cerealistas e demais empresas do setor.

A maior parte das operações envolvendo os R$ 500 milhões disponibilizados pelo BRDE é relacionada a projetos de irrigação e de armazenagem; aquisição de máquinas e equipamentos; pesquisas e tecnologia; obras civis; e projetos sanitários e ambientais. Recursos para compra de máquinas, equipamentos e implementos também podem ser financiados dentro dos R$ 350 milhões viabilizados pelo Badesul, que ainda oferece linhas de crédito para projetos de açudes, correção de solo e armazenagem.

"Este Plano Safra recorde é fruto de um esforço do governo. Apesar do momento de dificuldades, demonstra a crença no setor que contribui para o desenvolvimento da economia do Rio Grande do Sul. Estes recursos estarão à disposição no sistema financeiro estadual a partir de 1º de julho para que os agricultores já comecem a pensar na safra de verão", anunciou o governador José Ivo Sartori.

 

Retorno imediato

O secretário da Agricultura, Ernani Polo, afirmou que viabilizar recursos aos produtores, por meio das instituições financeiras, "é investir no retorno imediato na economia do estado". O secretário do Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto, disse que o Plano Safra permite aos produtores planejar seus investimentos e até ampliá-los. "Para os pequenos produtores, representa investimento em tecnologia para aumentar a produção".

Plano Safra nacional

O superintendente do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul, Edson Bündchen, adiantou que, até o final do ano, o BB deve liberar R$ 10 bilhões para o agronegócio gaúcho. Do total de recursos disponibilizados pelo governo federal, 62% são financiados pelo Banco do Brasil e o RS fica com 20% do montante total desembolsado pelo BB.

Fetag-RS

Apesar de importante, o presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, diz que o anúncio de R$ 3 bilhões feito pelo governador José Ivo Sartori não resolve os problemas da agricultura. Além de crédito, continua o dirigente, o setor precisa de investimento em novas tecnologias e assistência técnica, inclusive para a aplicabilidade desses recursos. A Federação entende as dificuldades financeiras que o Estado enfrenta, mas vale salientar que os recursos não são oriundos do Tesouro, mas sim de agentes financeiros. Outra questão fundamental apontada por Joel tem a ver com a desburocratização desses financiamentos, até porque eles são retornáveis, com incidência de juros. Ele enfatiza que investir na agricultura é incentivar a indústria e o comércio dos municípios.

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