Todas as eleições, a imprensa local mostra a importância do voto regional para que tenhamos nossos próprios representantes. Os políticos aplaudem (os que concorrem) e outras ignoram (pois já tem apoio amarrado com candidaturas de fora), e as entidades fazem de conta que o problema não é delas. Partindo dessa premissa, dos ‘virtuais culpados’, pela baixa representatividade, os eleitores têm a menor parcela e digo o porquê.
Próprio umbigo
Os políticos de várias siglas, em Erechim e região, que trazem para cá nomes de todas as regiões do estado e convencem seus eleitores que são os melhores. Eleitos, passam, praticamente quatro anos ausentes. Na maioria das vezes uma disputa interna para ver quem tem mais votos e pensam apenas nos seus umbigos.
Não é pedir demais
A pouca representatividade bate forte na atuação das entidades representativas, que para evitar melindres, se coloca alheia às disputas eleitorais, enquanto algumas do outro lado do Rio Uruguai saem a campo em defesa dos “seus”. Não é escolher um nome e sim trabalhar uma ideia de coletividade, que nos falta há décadas. Creio que, não é pedir demais.
O que teríamos que pedir?
Só para dar um exemplo, entidades de Chapecó andam reclamando da pouca representatividade, com artigos assinados, matérias e sempre com o mesmo tom: “o Oeste catarinense pede socorro”. Isso que eles têm três deputados federais. Se eles pedem socorro, imagina o que teríamos que pedir