Lotes vazios e que muitas vezes acabam acumulando mato ou lixo depositado por outros agora podem se transformar em espaços cedidos à população que produzirá alimentos nas chamadas hortas urbanas. Trata-se do Censo da Agricultura Urbana que está sendo realizado até o dia 30 em Erechim e que visa a produção de alimentos e geração de renda, ocupando espaços ociosos da cidade.
Com o objetivo de identificar interessados na prática de hortas urbanas, o Projeto Piloto de Agricultura Urbana em Erechim está promovendo o Censo de Agricultura Urbana a partir de uma parceria entre prefeitura e Universidade Federal da Fronteira Sul.
Deloan Perini, vencedor do concurso Jovem Cientista do ano passado com o projeto da Agricultura Urbana está dando continuidade ao projeto, que consiste em transformar espaços ociosos em hortas, junto com a prefeitura e a UFFS, através deste Censo, o qual objetiva identificar interessados na prática de hortas urbanas.
“Através de uma lista obtida na Secretaria do Meio Ambiente, em que constam pessoas notificadas em 2016 por estar com o lote sujo estamos entrando em contato para explicar o projeto que mesmo que elas não tendo interesse em produzir alimento, elas não terão gasto com a limpeza do local, cedendo o mesmo para a produção terceirizada”, diz o Deloan.
A lista tem 80 proprietários notificados e, segundo Deloan, o resultado tem sido satisfatório. Um grupo de 12 pessoas trabalha no contato com as pessoas esclarecendo sobre o projeto e, a intenção, é de pelo menos obter um grupo com 50 interessados para mostrar à administração municipal a demanda e assim, viabilizar o projeto.
Posteriormente será elaborado um mapa da cidade onde estão os locais que farão parte das hortas, bem como buscadas as pessoas interessadas em participar da produção destes alimentos.
Conforme a administração municipal, a transformação de lotes vazios em hortas urbanas é uma prática incentivada pelo poder público, pois apresenta inúmeros benefícios para toda a rede que envolve o sistema de hortas urbanas, os produtores, os proprietários dos imóveis, além do próprio poder público municipal.
Os produtores urbanos ganham com a qualidade da alimentação, com o contato com a terra e sistemas de cultivo ecológicos, a prática de atividades físicas, o resgate das relações de vizinhança e uma nova oportunidade de renda. Os proprietários dos imóveis ganham na economia com a manutenção e limpeza dos lotes, evitam acúmulo de lixo, o aparecimento de doenças e melhoram a segurança do imóvel. O poder público municipal ganha com a melhoria na segurança alimentar, no embelezamento da cidade, na redução de gastos com a fiscalização e notificação dos imóveis desocupados, e ainda economiza em futuros gastos com a saúde pública, trabalhando de forma preventiva à transmissão de doenças.
Os interessados em participar devem entrar em contato pelo email deloan.perini@erechim.rs.gov.br e agendar uma entrevista.