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Política

Quando o politicamente correto é um ‘inimigo imaginário’

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A maioria defende a indústria brasileira, mas para ganhar mais, não se furta de comprar produtos chi
Por Rodrigo Finardi
Foto Ilustrativa

Vou contar uma história que aconteceu com um amigo meu, que mostra na prática aquela máxima: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Ele, representante comercial, chegou num cliente e ofereceu algumas linhas das confecções que vende. Quando o proprietário do estabelecimento perguntou o preço de uma bermuda jeans, respondeu que era R$ 70.  Foi quando o lojista pulou para trás: “mas que absurdo esse preço”.

“Produto 100% nacional”

O representante então respondeu: “é produto 100% nacional”. E foi além: “vi nas tuas redes sociais, compre da indústria brasileira”.  Nesse meio tempo, de muito caro, barato, o representante disse que tinha um produto similar, por menos da metade do preço, em torno de R$ 29,90, só que era produzido na China.  O lojista acabou comprando o produto mais barato e continuou ostentando em suas redes sociais: “compre da indústria brasileira”.

A divisão vai até que mexe no bolso

Esse exemplo, mostra que a divisão que existe no país, vai até que mexe no bolso, aí é cada um por si. Politicamente correto para essas pessoas é um ‘inimigo imaginário’. Trabalha com dois públicos.

Alimenta aquilo que quer extirpar

Primeiro, o político para dizer que tudo da China é ruim e precisamos valorizar o que é daqui (num discurso contra a esquerda). E segundo, o seu cliente da loja, pois comprando mais barato, pode vender mais caro e lucrar mais, e não importa de onde vem o produto, desde que atinja seus objetivos financeiros.  É a hipocrisia em sua essência. E por outro lado, o pensamento político do regime que quer extirpar, acaba sendo quem o alimenta.    

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