Muitos veem a decisão da Ana Oliveira em concorrer a vereadora, como um decréscimo na carreira política depois de oito anos como vice-prefeita (2009 a 2016) e ter concorrido a prefeita e perdido por 12 votos para Schmidt, em 2016.
O capital político
Segundo minha ótica, essa análise é ao contrário. No momento que ela empresta seu capital político para concorrer a vereadora e ainda ser a mais votada, ajudou e muito o seu partido, que fez cinco cadeiras, a maior bancada do Legislativo desde 2000, quando o PDT fez cinco e ela também fazia parte.
Tem partidos que não querem lideranças com votos
Ana não se importou em ajudar a trazer para o partido, Paulo Polis e muitos outros nomes, mesmo que isso significasse não concorrer a prefeita novamente. Para mim são atitudes de uma grande liderança política, pensando no coletivo e não apenas em si. Em alguns partidos as portas são fechadas para lideranças que tem muita foto. Muitos caciques não querem sombra para se perpetuarem.
Candidatura não se constrói em 45 dias
O MDB cresceu e muitos outros partidos não. E isso não é coincidência. Tanto é que durante o período eleitoral muitas pessoas me perguntaram: “Finardi, quem irá ganhar as eleições? “. E eu respondia sempre a mesma coisa: “O MDB vai ganhar”. Muitos contrapunham afirmando que o Polis não podia concorrer. E eu reforçava: “independentemente de candidato, o MDB e seus aliados montaram uma estrutura muito grande e vão vencer as eleições”. Uma candidatura não se constrói em 45 dias e dividindo partidos.