Na sessão ordinária da Câmara de Vereadores da última segunda-feira (27), vereadores derrubaram veto do Executivo erechinense sobre a possibilidade de pagamentos a empresas que mantém contratos de prestação de serviços continuados com a administração, durante a vigência do decreto municipal de calamidade pública, em decorrência da Covid-19.
“ Por que não mandam um projeto?”
Durante a votação do veto, Rafael Ayub (MDB), afirmou que “os vereadores são empecilho para a secretaria de Educação”. Alusão ao fato das ações do Legislativo sempre serem questionadas. Disse ainda que projeto era para trazer segurança ao governo municipal: “e o Executivo simplesmente veta. Por que não mandam um projeto então sobre o tema?”.
“Não podemos votar de forma eleitoreira”
Já o vereador Claudemir de Araújo (PTB), falou do excesso de exposição do deputado estadual Paparico Bacchi (PL): “O Paparico apoia os transportadores, mas o que ele fez?”. Votou favorável e alegou que não se pode enganar as pessoas: “se o prefeito mandar um projeto sobre isso tenho certeza que todos votarão favorável. Mas não podemos votar de forma eleitoreira”.
Dúvidas com relação ao gasto constitucional
O presidente da Câmara de Vereadores, Mario Rossi, disse ter dúvidas se a secretaria de Educação conseguirá investir os 25% do orçamento que são constitucionais: “é a velha tática de comprar terrenos e automóveis”.
Necessário buscar um entendimento
O líder de governo, Flavinho Barcellos (Progressista) diz se tratar de um tema espinhoso: “O Tribunal de Contas não dá uma garantia que o Executivo não será penalizado”. Afirma ser necessário buscar um entendimento.