Domingo, 29 de setembro, marcou mil dias do governo Luiz Francisco Schmidt (PSDB) e Marcos Lando (PDT), frente ao Executivo erechinense.
Erros e acertos
Com raríssimas trocas no primeiro escalão, com erros e acertos se aproxima do fim do terceiro ano. E em 2020, tem eleições municipais. O PSDB ainda não tem candidato à prefeito, e o próprio Schmidt em diversas vezes reiterou esse desejo.
Já, Marcos Lando (PDT), diz estar pronto para concorrer, que depende apenas dele, querer ou não.
As conversas, as siglas
O PSDB, sem Schmidt, quer a cabeça de chapa da majoritária. Desta forma, não deve conseguir sentar com tantas siglas, principalmente fora do governo, e ainda corre o risco de algumas baixas, de quem apoia o governo hoje. Já sentou com partido de oposição.
O que foi feito e deixou de ser feito?
E até chegar a esses mil dias? O que foi feito, o que deixou de ser feito? A complexidade do setor público, os interesses diversos, as vaidades pessoais, fizeram com que, nem tudo andasse bem. E o governo começou trôpego.
Uma cidade dividida
Envolto a buracos de todos os tamanhos (ruas da cidade), os secretários precisando dar respostas, minoria na Câmara de Vereadores, base aliada nem tão alinhada, e uma cidade dividida politicamente, numa eleição histórica com diferença de 12 votos entre o vencedor Luiz Schmidt e a segunda colocada Ana Oliveira (MDB).
Não está contente, vá embora
Nesse meio tempo, numa entrevista do ex-prefeito Eloi Zanella (que apoiou Schmidt) ao jornalista José Adelar Ody, disse que quem não estivesse contente que fosse embora de Erechim e ainda o orientou como deveria proceder seu mandato. Primeiro era para fazer a perfumaria (o básico) e deixar as obras importantes para o final. A repercussão foi gigante, de forma favorável e contrária às declarações do ex-prefeito.
500 pessoas a menos, ninguém notaria a falta
Na primeira entrevista do prefeito Schmidt, antes de completar 100 dias de governo, em abril de 2017, reclamou da máquina pública inchada e declarou que se a prefeitura tivesse 500 pessoas a menos, ninguém notaria a falta.
As obras e as polêmicas
As principais obras, além de asfaltos em várias vias – e novo lote será lançado em breve – estão restritas ao centro da cidade. A revitalização do Viaduto Rubem Berta, a reforma do chafariz, reforma do terminal urbano (com benefício a todos os bairros), o prédio da prefeitura está em fase final de uma reforma (não confundir restauro), a Praça Daltro Filho (de tanta polêmica, no primeiro projeto que seria subtraído em torno de 700 metros) está em plena execução. A Praça da Bandeira, trocaram a iluminação em led, e outras praças (como a Júlio de Castilhos e a Prefeito Jayme Lago) devem ser licitadas em breve.
Promessas: saúde, redução de CCs e extinção de secretarias
Sobre a égide de se sobrar um centavo, dois centavos, três centavos, seria investido na saúde foi o mote de campanha de Schmidt, com a promessa da extinção de três secretarias municipais (reforma administrativa foi votada apenas uma parte e falta a grande alteração desta readequação). Prometeu reduzir 50% dos CCs, (cargos em comissão), mas não conseguiu cumprir.
É do jogo, é inevitável
Todos os governos sempre terão erros e acertos. Problemas lhe baterão à porta, todos os dias. É do jogo, é inevitável. Mas algo que não se ouve falar é sobre corrupção. Pode-se até falar em falta de competência em alguns setores, mas nunca recebi uma prova, de qualquer desvio.
Amplamente explorado
O ano que vem tem eleições e isso que escrevo será amplamente explorado. Os pontos fracos pela oposição e as obras e pontos fortes pelo candidato do governo (ainda a ser escolhido). Lá se foram mil dias. E qual sua opinião?