Alto Uruguai cultiva mais de mil hectares de uvas americanas e uvas finas de mesa
Na propriedade de Pedro Szady, admiráveis videiras repletas de grãos enchem os olhos e resgatam a história dos imigrantes italianos. Há 20 anos os Szady se dedicam ao cultivo de uvas. Ele, a mulher e os dois filhos trabalham na atividade.
Este ano, seu Pedro comemora a colheita que deve ser de 15 toneladas, oito toneladas a mais que o ano passado.
“É bom de colher. É trabalhoso mas vale a pena porque sempre sobra um dinheirinho para se manter.” Hoje a parreira é mais mecanizada porque não tem mais mão de obra, então precisa mais maquinário.
Em dois hectares, são produzidas as variedades Niágara Branca, Niágara Rosa, Izabel, Pinot e Bordô. “A gente fez uns tratamentos bons. Vai ter um pouco de perda, mas a geada não estragou a nossa produção. Dois anos atrás, perdemos toda a produção”, disse.
A produtividade caiu em torno de 10%, pouco se comparados aos da região. Em alguns lugares a perda com a geada e as chuvas foi significativa. “A safra deu mais ou menos boa, o preço tá ajudando também.”
De acordo com ele encontros como este, que marcam o início da colheita no Alto Uruguai são muito importantes para divulgar e oferecer mais incentivo aos produtores.