Jesus saiu da água
O Evangelho de Marcos faz a transição do ministério preparativo de João Batista ao personagem principal pelo relato do batismo de Jesus por João no rio Jordão: “Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no rio Jordão. Logo ao sair da água, Jesus viu os céus se abrindo e o Espírito descendo como pomba sobre ele. Então veio uma voz dos céus, que dizia: — Você é o meu Filho amado; em você me agrado” (Marcos 1:9-11).
Observemos, entre os fatos importantes apresentados nesse texto, a participação de três pessoas distintas, agindo em harmonia.
Jesus saiu da água. Como Deus em forma humana, Jesus andou entre os seres humanos (João 1:14). Paulo escreveu aos cristãos de Colossos sobre Cristo: “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9). Jesus desceu às águas e saiu depois do seu batismo, tendo cumprido mais uma parte da sua missão.
O Espírito desceu do céu. O Espírito Santo não é apenas uma força de Deus, e sim uma pessoa distinta. Poucos anos depois, Jesus prometeu mandar esse Espírito como um Consolador semelhante a ele (João 14:16-17,26; 16:7). O mesmo Espírito presente na Criação (Gênesis 1:2) faz parte dos termos plurais usados por Deus no princípio: “Façamos o ser humano à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1:26).
O Pai falou do céu. A terceira pessoa citada por Marcos é o próprio Pai que anunciou seu prazer no proceder do Filho. Essa declaração foi registrada em três dos relatos do Evangelho (Mateus, Marcos e Lucas) e repetida com um acréscimo (“escutem o que ele diz”) nos mesmos Evangelhos (Mateus 17:5; Marcos 9:7; Lucas 9:35).
Esse relato de Marcos nos ajuda a entender que o único Deus existe em três pessoas perfeitamente unidas, mas distintas, fato comumente conhecido pela palavra “trindade”. Mesmo se nossas mentes limitadas tiverem dificuldade em compreender esse ensinamento bíblico, podemos aceitar e acreditar nele exatamente por este motivo, por ser uma doutrina que vem das Escrituras, e não da imaginação humana.
Pessoas que se descrevem como cristãs discordam sobre muitas questões doutrinárias, algumas até negando a ideia de três pessoas divinas. Porém, a maioria das vertentes chamadas “cristãs” aceita e defende essa doutrina, não por causa da tradição de uma igreja ou outra, e sim por ser uma doutrina fundamentada nas Escrituras.
Pai, Filho e Espírito Santo estavam presentes quando João batizou Jesus.